Resenha: “Nada a Perder” – Edir Macedo


Escrito por: Carlos Monteiro

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Resumo do Livro “Nada a Perder”, de Edir Macedo.

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“Momentos de convicção que mudaram a minha vida” – Edir Macedo

Segredos guardados por décadas. Momentos de decisão e descobertas espirituais contadas, com riqueza de detalhes, pelas próprias palavras de um dos principais líderes evangélicos do mundo. No primeiro volume de sua trilogia de memórias, o bispo Edir Macedo nos surpreende com revelações profundas. Como um brasileiro comum decide pregar sua fé nas ruas e praças públicas e, 35 anos depois, lidera uma Igreja atuante em mais de 200 países com milhões de fiéis nos lugares mais remotos do planeta? Como tudo isso começou? Como ele se tornou proprietário da segunda maior emissora de televisão do Brasil? Quais os dilemas e os desafios interiores enfrentados no início dessa jornada? Qual a origem dessa crença capaz de superar limites?

Uma comovente volta ao passado com lições para o presente e o futuro. Experiências tocantes com aprendizados para a vida.

Fonte: Editora Planeta

Resenha do Livro

Eu li o Livro “Nada a perder – Minha Biografia” do Edir Macedo.

Meu objetivo com essa obra era identificar o fenômeno, o pastor, o homem por trás da edificada e potente Igreja Universal. Sinceramente não me arrependi. Pretendia ler aos poucos, mas acabei devorando as passagens de cada capítulo. Agora estou aqui, pronto para resenhar este livro, espero que ao final me sobre fôlego para continuar minha caminhada.

O primeiro volume de uma série de três livros em que o Edir Macedo conta sua trajetória. Já sou franco em afirmar, que minha vida foi construída em um pessimismo cético perante a religião. Teve momentos que acreditei que a igreja era sem cor, e o homem o sucesso da liberdade, hoje não sei no que acreditar, principalmente porque o homem se tornou em uma criatura opaca.

Ao ler a autobiografia, percebi o quanto o Bispo quis e conseguiu ser tornar uma santidade em vida, ele condena e julga. Ensina as pessoas a pensarem da forma dele, que alimenta ser a maneira de Deus. O que eu vi nele, – foi apenas um jovem sonhador e cheio de furos espirituais, pronto para encontrar uma ideologia. Um livro que transporta as lembranças profundas de um homem. O texto é uma narrativa que tenta humanizar o “senhor dos dízimos”, cuja missão, digamos foi bem alcançada, ainda mais que, mostra relatos de intimidade deste fenômeno sociológico.

O engraçado que as maiorias das pessoas que conheço, que inclusive estão lendo o livro, digladiam comigo, expressando que eu deveria ter lido com o coração aberto, para me identificar com a luta deste homem e também para aprender a ser perseverante. Pois a Universal facilita a vida de seus fiéis, devido a todos serem tocados por Deus. E falando nele (Deus), o Bispo ressalta muito a importância desta figura paternalista, mostrando o seu caráter ali, nas suas escolhas e na forma que o mundo brinca para confundir os fortes. Uma coisa cômica nas passagens iniciais do livro é sobre a simplicidade maniqueísta que o escritor tenta passar, principalmente quando a essência do Edir Macedo transporta para a sua prisão na década de 1990. Ali, fica bem claro quem é o Herói e o vilão.

Eu não sei, ao ler esta obra, vejo uma identidade voraz e animalesca de querer crescer na vida, usando o óbvio, Deus. É só analisarmos que no livro mostra como essas igrejas evangélicas se usam de uma visão arbitrária e antiética de nepotismo. Sabemos que, as principais igrejas são controladas por pessoas ligadas a família do Edir Macedo. Outra denominação que foi citada na obra foi a do seu cunhado – Romildo Ribeiro Soares, o “vulgo” R.R.Soares – a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980). Mas o melhor, é que no livro deixa bem claro que, privatizar o espírito santo e a fé, é um mercado lucrativo.

A teologia da prosperidade faz o fiel encarar Deus como um sócio. Imaginemos que tudo que construímos em vida, deve ser dividida com Deus, então, o que a nós pertence, passa a pertencer a obra de Deus (Igrejas e seus líderes). Incrível, não é? E o pior, que todos que adentrar este espaço, viram um Supercrente.

“Nada a perder” é um livro que todos devem ler. Você vai ler uma obra que dita um coronelismo evangélico, personagens midiáticos na sua criação. Se Dizem que Deus criou o Homem, atualmente o homem cria a fé, da sua forma e maneira.

Quando fechei o livro, contive minhas emoções sombrias que emanavam em minha consciência. Entendi um pouco a historinha a Igreja Universal, criada em 1977 por Edir Macedo, sob a égide do Neopentecostalismo. O jovem contou boa parte da vida dele, para quem gosta, é uma obra de fé, para quem não gosta, é um livro comum, talvez bem escrito. Se preferir nem leia, vá para a sua varanda, tem que ser de madrugada, olhe para o céu, e imagine ser Deus.

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