“Branca como o Luar”


Escrito por: Carlos Monteiro

Lua-cheia-g-20100128
Estou perdido na noite.

Engraçado, todas as noites, fico sem sono.

Eu fecho os meus olhos para dormir, e vem teus olhos misteriosos, pronto para me engolir. Eles são vivos, fortes e agressivos, já que sempre fico com medo deles.

Um dia, eles me amaram, e os seus beijos foram tórridos, nascido da candura dos seus lábios, e queimando minha boca de amor, amor passageiro, amor aventureiro, amor, nobre amor, cuja verdade veio como uma mensagem, dizendo:

 Acredite, eu te amo. Amo seu toque, amo sua proteção, amo sua força, amo seu jeitinho doce de me abraçar, toca meu coração, mova meu corpo, ao novo mundo, seu mundo”.

 Foram poucos momentos, mas tudo cintilava ao meu redor, diria que foram horas, sim, foram acontecimentos ao qual eu me senti vivo, vivo da vida, vivo e com emoções, vivo sem medo, vivo ao seu lado, lado que com suas mãos me percorreu, tocando o intocado, sentindo o sensível resplendor da sua reação, você quis e eu também…

Em certa ação, elas vieram pela sua face, lágrimas que corroeram a inocência, e ao ver-te assim, foi profundo, um misto de música agressiva com uma melodia da natureza, onde os sons são sons da alma, cantado por um anjo, aquele que sussurrou em seus ouvidos, eu te amo.

 As horas se foram, você se foi… Memórias, recordações, lembranças, glórias, excitações, esperança!!!

 Toda noite, não durmo, procurando nas estrelas sua face, tu reluz a brancura do luar, e me faz desta forma, eternamente te amar…

Anúncios