Cinzas Renascentes,


Escrito por: Carlos Monteiro

 

Articolo_OV-6

 

 

Um dia eu me olhei no espelho. Senti uma “peninha” de mim mesmo…

 Em um passado, o destino encarou-me e gritou:

“Seus passos são guiados pelo doce das escolhas, o néctar do futuro! Mas se não enfrentar esse dilema, encontrarás a desgraça amargamente, o sutil e gigantesco buraco da derrota”.

São vozes ecoantes, que sussurram palavras afiadas, ao meio dia de um dia, no mês perdido, mas no ano falecido, eu perdi, perdi a alma, logo, perdi a existência, e perdendo assim, eu te perdi, amor jovem e envelhecido pelas rugas do tempo.

Chorei no primeiro banco que encontrei, e no segundo, machuquei minhas mãos com a lâmina que carregava comigo, precisava ver o sangue, vermelho e morto, já no terceiro banco, acusei as estrelas, que brilhavam meu caminho, meu maior temor seria a jornada a seguir, caminhos levados pelos rios afogados, tenho medo de ser uma pessoa triste, de ser um ser anulado e vazio.

Com o tempo, tudo passou e encontrei um louco anjo, que me disse: — “Para se tornar imortal, precisarás daquele amor”. Infelizmente eu caminhava sem asas… Sem esperanças…

Apenas meu coração acreditava que iria encontrar uma semente, aquela mesma semente! Enquanto isto, não poderia existir saudades, apenas solidão cortante…
Neste instante morro sem saber que um dia eu vivi…

Estou indo neste momento, queimar o velho para que em suas cinzas o novo renasça…

Salve as palavras, salve a poesia, salve…

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