SILÊNCIO


Escrito por: Carlos Monteiro

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Eu sonho. Só não me lembro deles. Estranho.

Acordo sempre da mesma maneira, em silêncio.

Queria uma vez na vida voar, antever, gritar, transcrever, chorar, viver…

Eu sou um desejo desejado, onde meu corpo algumas vezes sente sendo guiado, infelizmente, eu luto, e volto para meu silêncio.

Ontem eu senti minha alma sendo tocada, foi burlesco, ter sensações, identificar que ainda respiro. Ah, meu doce drama.

Mas eu prefiro o silêncio.

Quero a liberdade da liberdade, pois a que conheço me faz sentir um hipócrita de verdades…

Depois que acordei, percebi que habito em uma fantasia, eu olhei para o céu e vi sementes caindo na terra, na hora pensei, sou um semeador ou um coletor? Respondi na lata:

 — Não sou nada, já que sou o silêncio!

Perdi minha juventude. Não consigo me sentir amado (a). Uma vez a luz guiou algo para meu coração, foi rápido e cruel, momentos depois, virou ilusão… A mensurável fidelidade de me sentir – se só.

Tenho ódio de mim mesmo, tudo foi despedaçado em grãos de areia vermelha, cujas partículas foram jogadas pelo âmago esfarelado…

Estou sozinho. Por isso, escrevo, dando significados para as palavras, refletindo que nelas, eu possa ser um lobo voraz. Malditos pensamentos. Silêncio. Silêncio. Silêncio…

Silêncio…

Se você chegou até aqui, busque o seu silêncio.

Ouça o seu som…

Ouça o SILÊNCIO.

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