Pelas Noites de São Paulo!


Escrito por: Lucas Alves

2014

Pelas Noites de São Paulo!

 

Cansado de tudo, e de todos…

Principalmente no meu trabalho, com meu chefe enchendo meu saco, querendo novas matérias para sua revista. Em casa, minha esposa pedindo por atenção, meus filhos querendo brincar. Saco, não sei mais o que fazer…

— Richard, venha imediatamente ao meu escritório! — chamava meu chefe.

Olhei para o relógio, e vi que não conseguiria sair cedo do trabalho, para ficar mais tempo com a minha família como prometido.

Caminhei pelo corredor vazio, só com a faxineira limpando as salas. Cheguei na porta do diretor, segurei firme na maçaneta e respirei fundo…

— Boa noite, Richard! – falou Claudio, meu o diretor – chefe da revista. — Sente-se.

Encarei ele, já imaginando o que aconteceria ali, eu imaginava que a conversa fosse sobre minha coluna.

— Boa noite! – respondi.

— Acho que você já deve idealizar por que te chamei aqui, né! – falou olhando a revista, bem na minha matéria sobre drogas.

Olhei para baixo sem saber o que responder, só conseguia refletir na minha esposa e meu filho, esperando para jantar. Olhei para o relógio em cima da mesa e já se passava das 19 horas.

— Sabe a sua matéria sobre as drogas? — olhou para meu ser, segurando firmemente a revista. — Achei literalmente uma droga! Não acho nem digno de enrolar um baseado com este assunto.

— Eu vou melhorar, pode confiar em mim.

— Não, Richard. Não sei se posso, pois as suas matérias antigamente eram excelentes, agora são uma ‘merda’. — ele olhou para a janela vendo a Avenida Paulista. — Eu não queria dizer isso, mas não tem outra escolha, se a sua matéria das próximas edições não ficarem boas…

O silêncio predominou na sala. Meu corpo gelou e encarei o relógio que já marcava Dezenove horas, o jantar com a minha família seria as Vinte horas, não daria tempo.

— Terei que demitir você! — ele olhou em meus olhos e jogou a revista no lixo. — Pode sair, e faça uma ótima matéria, pois você era o melhor colunista que eu tinha.

— Senhor, vou fazer o melhor pode ter certeza, ficarei a noite toda e os dias procurando algo novo para postar.

Ele olhou e balançou a cabeça positivamente abrindo a porta para que eu saísse.

Sai correndo direto pra casa, sabia que minha Esposa estaria furiosa. Estacionei meu carro de qualquer jeito e entrei em casa, tudo apagado a cozinha vazia. Subi para o quarto dos meus filhos estavam dormindo, fui em direção ao meu quarto. Ao chegar, minha esposa estava deitada na cama, olhando fixamente para o teto.

— Boa noite, amor! Desculpa por hoje, posso explicar o que aconteceu… — disse, tentando explicar o motivo da demora.

— Não quero mais ouvir nada, Richard ‘to’ cansada, você não fica mais com sua família, sempre é o trabalho, e cadê a atenção? — ela olhou para o canto onde havia uma mala. — Pode pegar, e ir embora, quando você arrumar tempo pra sua família poderemos conversar.

— Mas, o quê? — não estava entendendo, será isso mesmo, eu ‘tava’ sendo expulso de casa pela minha esposa?

— Isso, saia daqui. Hoje você não dorme mais aqui.

Olhei para ela, e peguei a mala, não ia adiantar falar nada a mesma já vinha avisado.

Peguei a mala e coloquei no carro, e fui andando por São Paulo, procurando algum lugar pra ficar até que minha esposa ficasse mais calma.

Andando pela Paulista, entrei na rua Augusta, muito movimentada… Lembrei que nunca tinha escrito nada sobre o que acontece aqui.

Fui descendo e vendo várias mulheres paradas pelas ruas, vendendo seus corpos e drogas. Moças bonitas, mas nem todas eram mulheres, algumas eram travestis ou ‘transex’. Avistei um hotel e decidi – me hospedar por uma noite.

— Boa noite, me vê um quarto por favor!

— Desculpa, só temos suíte, pode ser? – falou a atendente.

— Pode. É por uma noite mesmo.

Fui para o quarto e fiquei na janela, vendo o movimento da rua e percebi que dava para ver a revista que trabalho. Entediado, desci para conhecer mais a rua Augusta. Acabei parando em um bar.

— Me vê uma dose.

— Já vai! — disse o atendente.

— Nossa, que rapaz bonito! — disse uma moça ao meu lado.

— Me desculpa, mas nos conhecemos? — perguntei.

— Não, mas podemos nos conhecer! Prazer Júlia.

— Olá, Júlia. Sou Richard.

— Que lindo nome. — Júlia me olhou da cabeça aos pés. — O que esse homem lindo faz sozinho por aqui?

— Procurando algo pra fazer, se não sou demitido.

— Hum. Entendi, se quiser podemos fazer algo bem gostoso, não sei se vai – te ajudar.

— Aqui a bebida, Senhor! — disse o atendente.

Peguei e bebi um gole, olhei para a bela moça e sorri. Uma mulher loira, cabelos quase batendo na ‘bunda’, alta, olhos claros e roupas justas, deduzi que deveria ser uma ‘puta’.

— Se quiser podemos ir pra sua casa brincar.

Olhei para ela, peguei pelo braço e tirei dali.

— Vamos pro hotel!

Ela sorriu e como se não soubesse o que aconteceria.

Entrei no quarto, ela foi tirando a minha roupa, me jogando na cama.

— Quer ficar ‘doidão’? — Ela perguntou.

— Como assim? Eu não uso drogas!

— Que pena, mas eu uso, posso? — ela perguntou.

Olhei pra ela e balancei a cabeça positivamente. Ela se levantou abriu sua bolsa e, colocou um pó branco na mesa e começou a cheirar.

 Me levantei e abri meu note comecei a gravar aquilo com a ‘web cam’.

­— Vem pra cama. — disse ela levando um cigarro.

— Já vou, só estou colocando uma música aqui, pra relaxar.

— Eu já to relaxada, vem logo meu gatinho.

Me virei, coloquei só uma música calma pra relaxar, mas Júlia já estava toda relaxada.

— Vem cá, vamos brincar. — Júlia veio me beijando descendo pelo pescoço deixando marcas e me mordendo, logo em seguida tirou a minha calça.

— Não para, sua ‘Puta’. — gemia querendo mais e mais, puxei e a virei  de costas, e comecei a morder e beijar suas costas descendo lentamente…

Transamos na mesa, fomos pro banheiro, não poupei nem a varanda três vezes seguidas.

— Meu lindo, to cansada. – Júlia pegou do lado da cama um baseado prontinho, e começou a fumar.

— Saia do meu quarto! — disse para ela.

— O quê?

— Isso mesmo que ouviu, saia do meu quarto sua ‘PUTA’! — falei bem alto.

Ela pegou suas coisas e saiu sem entender. Fui para meu note book ver a gravação.

— Isso vai dar uma ótima matéria!

Deitei para o lado e relaxei.

— Tenho que conhecer mais essa rua, pois só tenho até sexta pra entregar a matéria…

 

Continua… A saga: – Pelas Noites de São Paulo!

Acompanhe as outras partes…

30.06.2014 – Conhecendo um pouco mais.

07.07.2014 – Trabalho noturno.

14.07.2014 – Voltei a ser quem eu era.

 

 

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