Indiferença


Escrito por: Luiz F. Nascimento

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Não creio que um coração como o seu, sucumbido a essa “reclusão pós sofrer” , venha a entender meus sentimentos. Você se fechou na sua concha confortável, na intenção de frear estes sofrimentos que sua alma, tão fracamente, não aguentou. Como um monstro egoísta, lanças tua indiferença sobre os desejos de quem tanto te ama. E assim, como um ouriço o mar, prende-se em seu mundo sem dor, rejeitando e ferindo a todos os amores que o mundo tem a lhe oferecer. Posso entender este teu receio, sim. Mas não creio que fechar-se seja a melhor saída. Quem sou eu para lhe dizer o que fazer? Sou semelhante a você; Tenho as mesmas necessidades; Sou aquele para quem você não precisa esconder o que sente; Sou aquele que se propõe a preencher este vazio em seu coração; Sou a proposta de melhoras; Sou o cavalo de corrida em que você aposta todo seu dinheiro; Sou a esperança de um final feliz; Sou um risco que todos temos que correr para tentarmos ser felizes; Sou a voz que ecoa em sua mente nos momentos de indecisão, e que te diz para não ter medo, para se arriscar; Sou quem te estende a mão para tirar-te deste mar desilusões; Sou a garantia dos bons momentos. Você pode achar que, privando-se de experiências amorosas , não sofrerás (Ah! onde pensas que encontrarás tamanha felicidade e satisfação se não em um amor correspondido?! ), mas você não acha que as pessoas são as coisas mais estranhas do mundo? O design do desejo. Mas talvez isso seja tudo o que o coração requisita! É o que eu não consigo saber*…

Você veio como o vislumbre de felicidade; Um desafio para mim; Alguém que, colocado em meu caminho por forças que não consigo explicar, espera para que por minha salvação. Sendo assim, como um chama persistente queimarei em minha essência e derreterei lentamente esse amargo gelo que recobre seu coração, revivendo então, os desejos que tão inegavelmente nos movem.

 

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