Vingança de um amor


Escrito por: Sophia Saggezza

vingança

 

                                         Domingo 12/02/2009

 Estou aqui para contar minha história, não quero ser reconhecido pelo mundo, apenas preciso dizer há alguém.

Tudo aconteceu há uma semana, era uma noite calma com o céu aberto, quando ela estava lá no meio daquela rua, parada no silêncio quando eu passava e a encontrei, estava cansado havia tido um dia cheio, mas algo nela me encantou não sabia bem o que só queria ver o que ela fazia ali.

Passou horas e nada acontecia eu estava escondido pensando em ir embora, imaginei que fosse uma louca qualquer, no entanto ao levantar-me escutei uma melodia, um lindo som que me paralisou era uma melodia tão suave que incandescia quem a escutasse. Sua voz era forte como grito impetuoso trazia uma sensação onde não encontrava alegria alguma, mas prendia e adentrava fundo no ser.

Quando ela foi embora eu estava extasiado não conseguia reagir até que em um momento de credulidade aproximei calmamente de onde aquele ser estava, sentir uma frieza em meu corpo e no mesmo instante ele esvaeceu.

Segunda – feira 13/02/2009

 

Acordei sem noção de tempo em um lugar desconhecido, havia muitos objetos estranhos e não conseguir enxergar muita coisa estava escuro e quem tivesse projetado aquele quarto queria que o sol não entrasse no cômodo, logo percebi que estava preso, por mais que tentasse não conseguia sair, fiquei assustado com o que poderia está acontecendo, afinal o que eu havia feito?

De repente vejo a porta se abrindo era ela eu a olhava e via o ódio que cobria seus olhos, eram como a chama do inferno que ardia e molestava até não ter o que machucar.

Ela se aproximava aos poucos e cada passo que dava me fazia sentir como se a morte se aproximasse, fechei meus olhos e tentei imaginar que era apenas um sonho, uma loucura de minha cabeça, mas quando abri lá estava eu de frente com aquele ser tão sublime que surgiu inesperadamente em minha vida não acreditava na beleza que ela tinha mesmo usando uma máscara e em como estava sendo louco de estar naquele lugar, mas por alguma razão tive essa necessidade de conhecê-la tentei dizer algo, perguntar seu nome, mas nenhuma palavra saía de meus lábios e na mesma hora ela aproximou mais um pouco e lentamente elevou sua mão sobre meu rosto, mas antes a escutei dizer algo que me fez soltar um grito e era apenas o inicio de minha dor, logo seguiu em direção a porta olhou para trás me encarou por mais alguns minutos e saiu daquele quarto sombrio. Meus pensamentos estavam desnorteados não imaginava nenhuma possibilidade do porque até que em questão de segundos as lembranças vieram.

Não tinha muita certeza, mas não tinha outra possibilidade era isso eu sabia que um dia tudo iria acontecer.

Ela não entrou muito naquele recinto, mas eu não deixava de ouvir lindas canções e sua voz, aquela bela voz que me cativou estava desfigurada, como se estivesse retirando suas magoas do calabouço e expelindo para fora transmitindo seus verdadeiros sentimentos.

Imaginava por quanto tempo ficaria preso… Até então não estava assustado apenas quis pensar como ela para saber o que viria depois de me raptar. O que pretendia afinal?

Assim que acordei de meus pensamentos a vi entrar novamente e sem perca de tempo resolvi me comunicar.

— Por que estou aqui? Perguntei recebendo uma tapa assim que me calei.

— Cale-se! Não quero ouvir sua voz, não precisa saber de tudo apenas conforme-se de está vivo. Ela me respondeu e logo em seguida saiu.

Depois de me recompor da tapa resolvi não enfrentá-la, ela parecia ser muito perigosa quando nervosa.

Já estava anoitecendo quando peguei no sono e no meio da noite despertei não me encontrava preso, havia um lugar até confortável onde estava, meus pés e pulsos estavam marcados por causa das cordas, mas fiquei feliz em poder me mover. Tentei andar mais minhas pernas estavam bambas, caí e na mesma hora deitei-me já estava furioso e indignado por está ali.

Então vi uma luz forte, permaneci imóvel de costas para ela, inesperadamente senti uma mão fria em minhas costas que inopinado passou por todo corpo e na mesma hora a reconheci, a tensão era muito grande e eu estava sem forças para me defender. Comecei a sentir não só as mãos, mas seus beijos que me fez desejá-la e naquele instante fiquei dominado virei e quando a vi deslumbrei-me daquele corpo nu, uma cintura delicada com seios médios, suas pernas eram grossas, todo corpo era desenhado com perfeição, levantei e a toquei pensava no delírio que estava fazendo, mas quanto mais imaginava essa cena mais me excitava não conseguia me controlar ela me impulsionava a fazer isso, até que ao tocá-la notei cicatrizes em toda sua pele, no entanto não foi um motivo para ter parado, comecei a beija e apertá-la, quando estávamos chegando ao ápice da loucura escutei um pedido que me despertou, depois de tantos toques e envolver de mãos bocas não negaria tal pedido ainda mais tendo me agradado tanto ouvir aquelas palavras. Com as pernas tremulas posicionamos e ao iniciarmos com pequenos movimentos ouviam-se gemidos de dor e prazer. Depois ela virou-se e percorreu todo meu corpo, queria sentir, descobrir o gosto, a textura e na penetração fazia movimentos delicados e deliciosos que me alucinava. Aquela noite havia sido longa, e loucamente incrível.

 

Terça – Feira 14/02/2009

 

Quando acordei sentia meu corpo formigando e os dedo trêmulos nunca havia sentido essa sensação, mas em nenhum segundo me arrependi de ter feito amor com aquela estranha. Então com muita dificuldade vestir-me, mas não deixava de me perguntar. Por que ela faria isso, qual era seu plano?

Estava com fome e sem demora ela me trouxe um café da manhã completo, devorei como se nunca houvesse comido na vida então imaginei que talvez estivesse envenenada, não tinha o porquê não está afinal tanto capricho ela só poderia querer me matar, com meus pensamentos avoados perguntei com muito medo.

– Está envenenado não está?

– Qual seria a intenção de fazer algo assim? Respondia-me com um riso malicioso.

– Então qual é o seu propósito de me manter aqui? Por que não me solta? Eu já dizia com a voz alterada.

– Ainda não é o momento…

– Que momento? Você é louca.

– Suas palavras não se comparam com a dor que suportei até hoje. Elas não são mais que isso, meras palavras. Sua agonia me alegra e o desejo de sair ainda mais. Pena que quando aprender a lição será tarde para praticá-la. Respondeu já se preparando para sair, mas ao virar de costas lembrei-me das marcas e machucados profundo que havia sentido na noite anterior.

– O que é isso nas suas costas? Perguntei.

– É para me lembrar o porquê ainda aturo você vivo. Responde sem virar-se e continuou seu caminho.

– Pode pelo menos pode me dizer que dia é hoje?

– Terça-Feira, mas não se preocupe temos todo tempo que quisermos.

Naquele momento não compreendi suas palavras, mas sabia que não era coisa boa.

Como não tinha muito que fazer ali decidir meditar, mas quando me preparava sentir um arrepio e antes que percebesse levei uma carga suficiente para me manter vivo de eletro-choque e logo em seguida sentir umas pontadas forte em meu corpo, quando olhei para ver o que era notei que havia vidros no teto que de alguma forma caíram em cima de mim, estava sangrando e com toda aquela adrenalina no corpo fiquei agonizado, umas dores que faziam as lágrimas escorrerem sem dificuldade. Então soltei um plangor aproximando na porta e disse em um tom baixo com a voz dolorida e respiração forte.

– Não sei o que te fiz para se abater tanto ao ponto de flagelar a si mesma e agora a mim, mas se você ao menos se me contasse poderíamos resolver tudo e…

– Isso não importa mais, não quero que tenha dó de mim, sua lástima não me comove nada mais me comove, se está dizendo isso é por medo da morte. Disse-me com tom seco.

Na mesma hora ela entrou com um chicote de couro e eu já sabendo o que iria acontecer me preparei para a dor, às pancadas eram como se arrancasse um membro, aquelas feridas agravaram então suplicava para parar não estava agüentando, ela percebeu como estava ferido guardou o chicote jogou um pó estranho em minhas feridas e saiu. Sem conseguir me mexer comecei a chorar como criança e assim dormir.

Não se passou muito tempo acordei assustado com um sonho que havia tido, quando notei a porta aberta aquela era minha única chance de ir, mas ao tentar levantar-me meu corpo pesou estava todo dormente, quando vi minhas feridas amenizadas, estava preso com uma mulher completamente louca eu não poderia fazer mais nada.

Quarta – feira 15/02/2009

 

Ao amanhecer despertei-me com um barulho e ao mover-me senti fortes dores na região inferior quando direcionei meus olhos para ver o que era constatei cacos de vidro perfurando minha pele o sangue saindo como se fosse o gozo de prazer. Tentei tirá-los, mas a dor era demais até que quando conseguir eliminar um esbocei um grito e nessa hora ela entrou indo em minha direção abaixou-se e começou a apertar os vidros e foi chupando o sangue que pingava de meu pênis.

– Você é completamente doente. Gritei agonizado com a mulher que nessa hora abocanhou e com toda sua força me mordeu até que um dos cacos ultrapassou toda região perfurando fazendo um corte até metade deixando meu pênis pendurado. Ela não disse uma palavra sequer apenas riu com a boca escorrendo o sangue. Pensei que já havia terminado quando ela retira uma faca.

– O que vai fazer com isso? Perguntei assustado

– Nada de mais, só cansei e vim até aqui para brincar um pouco além do mais você não precisará disso, em breve não usará mais nada.

– Por favor, não faça isso, lhe suplico, eu soluçava de tanto chorar.

– Não adianta mais, você teve sua chance agora acabou. Aproximou-se e cortou do que havia restado de meu pênis, fechei meus olhos o mais forte possível não suportava ver aquilo, depois me virou de costas e lentamente abriu minhas nádegas colocando a ponta da faca em meu anus fazendo um leve corte que me fez contrair toda região esperou por mais alguns segundos quando introduz de uma vez aquela faca me joguei no chão não me mexia a dor era extraordinariamente forte até que vagarosamente fui retirando o facão fazendo uma poça de sangue.

Pensando que já havia terminado novamente ela entra olha no fundo dos meus olhos.

– Como você é ridículo.

Nesse momento já não tinha forças nem para reponde-la apenas gemia dolorosamente.

– Deveria ver-te agora, que cena comovente. Sinto até dó, mas não de está sofrendo. Não, mas de ter a certeza do quanto é insignificante. Por um minuto acreditava que poderia ser algo de útil, no entanto vejo como és ordinário. Abaixa e coloca um espelho em minha frente.

– Veja só, consegue enxergar algo? Eu não. Dizia com sarcasmo. Até que com a voz baixa perguntei.

– Por que eu? Ela jogou o espelho em cima mim respondendo.

– Você ainda acha que te escolhi por acaso, porque estava me admirando naquela noite. Nesse momento soltou uma gargalhada e continuou com suas palavras num alto tom. – Entenda que eu sempre tenho um motivo, não vivo do acaso, o acaso não existe.

Eu estava completamente ferido, não tinha alternativa imóvel e jogado fiquei até meu corpo entorpecer.

Estava chegando o dia do meu fim eu previa não agüentava mais aquela alienação, preferiria findar com tudo isso e no momento da raiva escutei um canto com muita dificuldade e logo reconheci aquelas palavra.

Um coração morto de consternação.

Meu sangue contaminado

Que enobrece meu pobre ser

Que da amargura me sepultou

O desespero de fugir e o talante de prantear

Fui ferida e menosprezada

Prendo minhas mãos que de tortura me flagelam

Farei de meus contos minha vida

Fraca estou quase morrendo

Onde isolada permaneço

Até o dia em que mostrarei minha vergonha

Peço um ultimo desejo

“Sucumbindo minha existência.

Ver aquele que me trucidou

Estou só no meio de estranhos

Quero ir para o mais longe possível.”

Fiquei espantado com aquelas palavras faltou-me reação e por um minuto de devaneio chamei por um nome e na mesma hora ela se calou, depois de algumas tentativas silencia-me com meu espavento.

Passou horas e horas e nenhum sinal dela, de certa forma aliviei-me por ela não me responder eu não abria mais a boca para falar nada.

As marcas feitas em seu corpo eram poucas, comparado ao que ela merecia, como pode praticar atos maléficos com as pessoas. Depois de pravos pensamentos passei a me menosprezar e a desejar a solidão.

– Estou pensando que nem ela. Sussurrei para mim.

Em tormentos e nostalgia começa a soar uma musica num som de piano cada nota acalentava minha alma ela poderia ser louca, mas seu talento era inimaginável.

 Contínua…

 

Na próxima semana 01/05/2014, tem a segunda parte desta saga!

Vingança de um amor – Marcas em seu corpo. dark_woman_eyes-1920x1200

 

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