Camarim


Escrito por: Lucas Alves

camarim

 

Trabalho a Três anos em uma emissora de Televisão famosa. Sou responsável dos bastidores, e também dos convidados. Meu setor era de um Talk Show. Naquela noite, receberíamos um Jovem Cantor, a mais ou menos seis meses, explodiu no cenário musical como um nova voz da música Brasileira. Antes da entrevista, meu diretor fez uma reunião.

— Atenção, gente! Hoje teremos a presença deste Jovem Cantor, já ouvi inúmeros comentários da pessoa dele, sobre sua chatice e caprichos, portanto, antes de entrar no ar, fiquem atentos. Quero ele extremamente à vontade.

Minha função era exatamente cuidar do camarim e os convidados. O programa era gravado as Quinze Horas, para ir ao ar, no mesmo dia, só que as Vinte Três Horas. Por volta das Duas horas da tarde, ele chegou e foi levado para o seu lugar de descanso, teríamos uma hora antes da gravação, para conversar e instruí-lo…

Quando me aproximei da sala onde ele estava, tentei acalmar minha respiração, antes de adentrar, coloquei meu ouvido contra a porta, ouvi sua voz grossa ao telefone, seu empresário ainda não tinha chegado, então, eu entraria e ficaria sozinho, somente nós dois… Me organizei, arrumei o cabelo. Respirando fundo bati na porta.

Entrei no Camarim, um lugar enorme. Ficava no Vigésimo andar, as paredes amplamente texturizadas, com formas e relevos lindíssimos. No centro da sala, um mesa grande, ao fundo outra mesa com frutas, pedidos do cantor, e ao lado o frigobar, e na ponta da sala, o local mais extremo, alguém me encarava, era ele.

Sem olhar em seus olhos, coloquei uma pauta encima da mesa.

— Boa tarde! — eu estava amplamente nervoso.

— Boa tarde.

Secamente ele respondeu sem fazer qualquer menção amistosa.

— Bom, estou deixando aqui na mesa, um breve roteiro da entrevista.

Ele manteve-se calmo e da mesma maneira, a única coisa mudada, foi que desta vez, olhou em meus olhos, fiquei perdido, pois tudo nele era penetrante, e claro, ele percebeu isto.

Enquanto meu coração batia forte, nem vi quantos minutos se passaram, respirei fundo, foi então, que ele me perguntou.

— Quanto tempo eu tenho?

Amei ouvir sua voz, assim, diretamente para mim.

Fui enfático.

— Uns Quarenta Minutos antes da gravação.

— Eu quero um suco de Manga, pode providenciar?

Gritando e rodopiando por dentro.

— Sim.

Eu estava com vontade de beijar seu corpo todo e arrancar toda aquela roupa.

Mas fui atrás do seu suco, quando voltei da cozinha, o diretor me parou para saber se estava tudo tranquilo, após eu dar o sinal que tudo fluía na paz, ele me deixou voltar com o suco.

Bati na porta entrando em seguida. Estava sentado lá, com uma camisa branca e com estampas de símbolos, nem quis saber o que eram, me importava em ver a camisa colada ao seu corpo, uma calça justa e preta e um sapato que brilhava muito. Seus dedos estavam apoiados no queixo, ao me ver, manteve – se calado.

Deixei o suco na mesa, e me virei questionando.

— Estás nervoso?

Ele girou a cabeça negando qualquer nervosismo. Não parei e nem me controlei. — Quer uma massagem?

Foi a primeira vez que ele soltou um sorriso entre os lábios.

— O que realmente quer fazer?

Fui direto na resposta.

— Deixá-lo relaxado.

Não me entendia, estava agindo que nem um louco, mas me sentia bem, poderia perder meu emprego, felizmente meu corpo elétrico não se importou. Quem era aquele rapaz, só sabia que era um cantor, eu nem gostava do seu estilo musical, só que, ele me deixava amplamente excitado. Ele se levantou, passou por mim, e o vento entre nós, me arrepiou todinho. Foi até a porta e fechou. Em seguido sentou-se novamente, dizendo.

— Eu quero – me sentir bem, venha até aqui.

Eu fui.

Ele esticou o braço e moveu os dedos pela minha nuca, exerceu a pressão perfeita. Eu senti o seu toque, e logo depois, seus lábios morderam meu pescoço, um calor tomou conta de mim, ali ajoelhado, perto dele, retirei suas calças e fui acariciando-o e percebi que ele foi gostando… Rapidamente com uma mão, alcancei seu membro, e comecei a mexer, era do tamanho ideal para minha boca. Olhei para cima, ele me encarava com sedução e prazer.

— Vou fazer você gozar!

Ele pressionou minha cabeça, e soltou um gemido profundo. Ele estava vulnerável, e muito lindo naquela cena. Quanto mais eu aumentava o ritmo, sentia a pulsação na minha boca, e quando estávamos chegando ao momento catártico, ouvimos uma voz.

   — 15 Minutos…

Foi um grito de um assistente alertando o tempo que faltava, sabia que tinha que parar.

Entretanto, alguém me agarrou, eu vou gozar, continue. Alegremente persisti no ato, até sentir o seu gosto em minha boca, quente e gozados ficamos.

  — Mais Calmo!?

Ele sorriu e balançou a cabeça positivamente.

Levantei e me ajeitei.

— Daqui a pouco começa a gravação.

Ao sair dali, me senti renovado, não acompanhei mais a gravação. Sei que, ao chegar em casa, depois de jantar e banhar-me, liguei a televisão. Assisti a entrevista dele, parecia estar radiante. Antes de dormir, suspirei o êxtase da vida, e fui – me tocar…

Fim

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