Consolações da fraternidade


Escrito por: Carlos Monteiro / Ilustrado por:  Toni le Fou

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Vou contar um sonho meu…

 Vejo de longe, na ponta da escada, alguém. Questiono, quem és aquele senhor?

Para sanar minha dúvida, caminho em sua direção, ao me aproximar, noto que seus olhos estão escondidos por uma sombra que, impedem uma visualização melhor. Mas quando me aproximo mais, nada atrapalha, sua infelicidade salta aos olhos de uma maneira agressiva, que acaba – me atacando.

Antes de ser consumido por aquela energia, uma voz rouca acomete com as seguintes palavras;

— Você vive sem pensar em viver a vida?

Naquele momento, senti uma tristeza enorme, tudo estava sendo consumido pela solidão, me senti um palhaço dos sentimentos. Aquele homem sentenciou uma melodia…

“Eu sou Ateu, falta de Deus, Jesus, somente teu… EU”.

Aquilo invadiu meu ego. Eu era assim mesmo, um transtornado e desequilibrado espiritualmente. Minha alma apodrecia. Então tive vontade de perguntar algo.

— Quem és tu nobre senhor?

Ele não respondeu, ficou imóvel na minha frente, sem esboçar nenhum resquício de vida. A única coisa que fazia era ficar escondido atrás daquela sombra assustadora.

Naquele instante fui tomado por um pensamento, que latejava minha mente.

“Ele pode ser uma Deidade”.

Aquelas confabulações irônicas, falta de respostas, não aguentava mais estar ali, uma energia me deixava para baixo, senti tanto peso nas costas que ajoelhei. Escandalosamente o nobre senhor riu… Sua força era incrível, digamos que burlesco.

Depois que terminou sua risada, resolveu – me dizer mais algumas coisas.

— Você é forte. Você vai viver. Acorde.

Não sei como, acordei com muito frio. Tudo aquilo tinha sido estranho. Sonho ou pesadelo? Não importava. Levantei e fui lavar meu rosto, aproveitei para me vestir, resolvi sair um pouco, andar pela estrada da vida, andar sem parar, sem destino, se escondendo das escolhas…

Depois de alguns passos, lembrei de alguém, um ser que eu admiro, que de alguma maneira, me lembrava o senhor do sonho. Independente da distância, dos muros que foram levantados, ele tinha a sua importância em meu coração.

Obrigado meu amigo, um nobre senhor que faz parte da minha vida.

Você!

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