Tempo Inocente


Escrito por: Carlos Monteiro

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Tempo inocente

 

Uma memória cheia de lembranças…

 

Recordo de um parque, que eu ia na minha infância,

Ali, ia rodar, pular, e brincar de ser criança!

 

Como o tempo era inocente,

Não existia medo, não havia um futuro…

Eu era aquilo, um poço de esperança, infectada e sorridente.

 

Mas eu cresci por obrigação, eu sou mortal,

Minha vida implorou, e o tempo me castigou…

Não chore, tudo vai caminhar, seu sonho interior não é real.

 

Depois de muitos anos, tudo estagnou,

Eu gritava como um insano, um “mero” louco!

Que ninguém ouvia, minha voz… Fiquei rouco.

 

Eu me ajoelhei, chorei, pela essência acabada…

Meus olhos sucumbiam diante da canção,

Só restam as lembranças, só isto, poderás ver.

 

Minha alma estás totalmente aleijada,

Ferida com o tempo, suspeita de defloração.

Está é a memória do meu ser…

Olho no espelho, coloco a mão nos lábios ensanguentados e digo: Eu não acredito mais em você!

 

 

 

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