Cemitério do prazer


Escrito por: Lucas Alves

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Esta mexendo nas minhas redes sociais, até que te vi pela primeira vez. Resolvi – lhe conhecer, pois aparentava ser uma boa pessoa e tinha uma bela aparência, muito atraente…

— Oi… — falei.

— Olá, quem é você? — respondeu.

Parei e fiquei avistando sua foto.

Até que falei…

— Sou Juan. E você?

— Sou Luiza.

Fiquei animado e ao mesmo tempo. Curioso em conhecê-la.

— Vamos se conhecer? — perguntei.

— Nossa! Não estamos indo rápido de mais? — perguntou.

Também achei que estava indo muito rápido, mas queria vê-la, talvez tocá-la… Ela era uma menina linda e maravilhosa.

Fiquei pensando em tudo… No primeiro encontro que ainda nem aconteceu, nas possibilidades de nos beijar.

— Quer mesmo me conhecer? —perguntou ela meio insegura.

Sem pensar logo respondi.

— Claro que sim! Quando? Onde? Que horas? — exclamei euforicamente.

Ela demorou para me responder, esperei mais de vinte minutos para ter uma resposta.

— Okay! Vamos se ver sim. Mas temos de ser bem discretos não quero que nos vejam, posso escolher o local? — questionou.

Fiquei meio desconfiado, por que ela queria que fossemos discretos? Será que ela não era ela? Será que ela é uma maníaca ou um homem? Mil perguntas veio na minha cabeça, fiquei com medo, mas ao mesmo tempo curioso.

— Tudo bem, onde nos encontraríamos?

— Tem de ser em um lugar bem discreto e de noite!

Eu pensei em todos os lugares, mas nenhum lugar era calmo e quieto.

— Bom, podemos nos ver no cemitério aqui perto de casa! — ela sugeriu — O que você acha?

Encarei o monitor e me arrepiei todo ao pensar no cemitério.

— Não teria outro lugar?

— Que eu saiba não, — respondeu — Vamos lá mesmo, podemos ficar bem de boa, conheço lá e poderíamos se pegar um pouco! O que você acha?

— Okay! Que horas podemos se ver?

Minhas mãos tremiam cada vez que eu digitava, suava frio com receio do que ia acontecer.

— Que tal daqui uns vinte minutos?

— Certo! Estarei lá te esperando.

Olhei para o relógio, eu tinha já quinze minutos para me arrumar e ir pro cemitério.

Me arrumei e fui. Cheguei lá olhei para o relógio e ela estava atrasada ia dar meia noite. Quando olhei para o lado, avistei uma figura de uma mulher vindo em minha direção com um vestido que ia até o joelho, vermelho como sangue, seu cabelo longo e preto, e seus olhos eram a nascente de sangue. Nunca tinha visto um olhar como aquele.

— Olá, Juan.

Eu tremia não conseguia falar nada.

— Está com medo ou frio? — ela me perguntou olhando em meus olhos.

— Não, Não! Eu estou impressionado com a sua beleza. — falei

Ela pegou na minha mão e me levou para dentro do cemitério, andamos por volta de dez minutos, até chegar em um túmulo cheio de flores.

Ela me puxou para se sentar ali ao lado dela.

— Vamos ficar aqui mesmo? — quis saber.

Ela balançou a cabeça afirmando.

Olhei para os lados e a beijei, fui devagar passando a mão no seu corpo. Ela retirou a minha camiseta e mordia meu corpo deixando marcas.

Retirei o vestido dela e deitamos em cima do túmulo, comecei a acariciar todinha e, acabamos transando ali mesmo.

— Sou toda sua me faça feliz pelo menos essa noite.

— Farei você feliz a toda hora e a todo dia, quando você quiser. — disse.

Olhei para a lua e comecei a enxergar tudo embasado sem perceber dormir ali mesmo.

— Ei acorda! Acorda! — gritava o segurança do cemitério.

Olhei para os lados e não via Luiza só o segurança me encarando com cara de bravo.

Não me lembrava do que tinha acontecido só lembrava da lua ficando embasada e nada mais.

— Cadê a menina que estava comigo? O que você fez com ela? —perguntei euforicamente.

O segurança começou a me encarar com uma cara de espanto.

— Não tinha ninguém aqui com você!

— Tinha sim, Luiza uma menina da minha altura de vestido vermelho, cabelo preto e longo.

Ele me encarou e apontou para atrás de mim.

Virei e olhei e na lápide dizia:

Aqui jaz Luiza… Nascida 12/01/1990 morta 31/10/2013.

Não imaginava o que tinha acontecido naquela noite.

— Como ela morreu? — perguntei para o segurança.

— Ela estava fantasiada de bruxa para o hallowem do mesmo jeito que você a descreveu, ela saiu com alguns garotos aqui do lado do cemitério. Eles transaram e depois a mataram…

Não imaginava como tudo tinha acontecido fiquei apavorado com tudo aquilo, eu tinha marcas de arranhões pelo corpo todo.

Me levantei, empurrei o segurança e fui para casa com medo daquilo…

No caminho de volta, não entendia nada do que tinha acontecido. Apenas sentia em meu corpo, marcas de prazer, ou melhor, Cemitério do prazer!

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Um comentário

  1. Fantástico esse conto. Adoro o suspense criado me leva para um mundo de mitos e crenças em que meu PAI criava quando contava -nos suas aventuras .
    Parabéns pela escolha de sua literatura e criatividade,.
    Bjo in♥;;

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