Catador de Esperança


Escrito por: Lucas Alves

Vamos Refletir... Catador de Esperança

Sempre analiso essas pessoas que criticam seus Pais e suas profissões. Não entendo… O engraçado que eu cresci fazendo a mesma coisa, questionando e julgando a minha família. Meu pai era um trabalhador de rua. Fazia de tudo para nos sustentar, “eu” e meus quatro irmãos, tínhamos muito pouco.

Tinha dias que não havíamos comido nada, meu pai então, saia para vender qualquer coisa, simplesmente para comprar algo de comer. Minha mãe tinha falecido em um acidente. Vivíamos em uma casa de um cômodo bem apertado, sem luxo, e bem perto do lixão.

Minha vida era só reclamar… Me recordo que arrancava lágrimas de meu pai, já o vi, por diversas vezes ser humilhado pelas pessoas na rua. Meu pai nunca se monstro por vencido. Já meu ser, sempre que ia para a escola, meus colegas me zoavam por eu ser pobre e me vestir mal, riam de mim e de minha família, mas meu pai sempre me dizia:

— O que é lixo para eles é luxo para gente, hoje eles tem um prato de comida, amanhã teremos um banquete.

Bom, nunca acreditei nisso, até que terminei meus estudos. Pensei em fazer Faculdade de Medicina, mas não tínhamos condições, eu fazia “bico” em lojas para ver se conseguia algo… Até que meu pai me pediu para procurar uma Faculdade pois, ele pagaria, me surpreendi com o que ele falou:

— Mas pai, não temos dinheiro para isso! — falei.

Meu pai olhou em meus olhos e disso com uma cara de cansado.

— Meu filho, cuidei de vocês por todo esse tempo, trabalhei para sustentar vocês, mas sempre guardei algum dinheirinho, só para esse momento, pagar sua Faculdade, realizar o seu sonho, quero ver você ser o melhor médico do País!

Olhei para meu pai quase chorando, vi que ele me amava, julguei tanto ele por não termos muito, mas hoje em dia, eu olho para o céu e vejo as estrelas, sei que, hoje em dia ele está feliz por eu ter – me tornado um médico bem-sucedido e ter uma casa para nossa família.

Atualmente quando volto para o passado, vejo pelo que passei, e a frase de meu Pai, imediatamente retorna em minhas lembranças…

“Hoje não temos nada, amanhã teremos muito”.

Agradeço pelo que tenho, graças ao meu herói que faleceu quando consegui – me tornar um médico. Não sou o melhor do país, mas sou o melhor médico para meu pai…

História contada pelo meu amigo médico Gabriel de Silva.

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