O Homem que era Lobo — Lobisomem


Escrito por: Lucas Alves

O Homem Que Era Lobo Lobisomem

Sempre quando criança, escutávamos histórias da Mula Sem Cabeça, Curupira, Saci Pererê… Mas o preferido era sobre o Lobisomem.

Quando eu morava em Pernambuco com minha mãe e minhas irmãs, sempre gostávamos de brincar na mata. Com preferência a noite. Naquela época, tudo era distante, não tínhamos muito o que fazer, e as nossas noites eram iluminadas com lampião.

Eu e minha irmã Zuleide (irmã mais velha) saíamos para passear, com os outros irmãos.

Em uma noite de lua cheia, eu e minhas irmãs, fomos brincar na mata, era tarde, o sol já tinha – se posto e a lua brilhava, brincávamos de esconde-esconde, íamos nas casas dos vizinhos para nos esconder. Acabei passando do limite e atravesse o pequeno lago que havia na mata.

Minha irmã mais velha gritava por mim:

—  Vera, Vera! Vamos para casa, Mamãe esta nos esperando para o jantar! — gritava minha irmã.

— Ache-me primeiro! — gritava de volta, sem sair de meu esconderijo.

Sai correndo por todos os lados, não tinha medo de nada.

Olhava para o céu, a lua brilhava e estava grande e cheia. Naquele momento, lembrei das histórias da Mamãe sobre Lobisomem. Minha irmã entrou na mata para me pegar e levar para casa.

—  Vamos! Mamãe esta furiosa.

—  Ai, Zuleide para de ser chata vamos brincar, — falava na esperança de ficar ali a noite toda, pois sabia que no dia seguinte teria de ir para a escola, sem resmungar e não poderia brincar. —  amanhã Mamãe não vai nos deixar brincar, vamos aproveitar!

—  Não! já esta tarde.

Não sabíamos que hora era… Só sabia que, a lua estava bem cheia e bonita.

A noite habitava um frio e enaltecia seu silêncio. De repente tudo foi quebrado por uníssono grito. Um grito assustador, não sabíamos o que era, só começamos a andar mais de pressa.

Chegamos na ponte para atravessar o rio e ouvimos um uivo que fez doer nossos ouvidos. Olhamos para trás e vimos uma imagem assustadora, olhos grandes e vermelhos, dentes afiados, era alto, cheio de pelo no corpo.

Ficamos encarando por segundos e em movimento rápido começamos a correr. Atravessamos a ponte e corremos o mais rápido que podíamos, até vermos nosso vizinho gritar com uma espingarda na mão.

—  Entrem na casa meninas! Rápido! —  esbaforia o mais alto que podia.

Entramos e escutamos um tiro.

Nosso vizinho entrará em nossa casa e só dizia uma coisa:

—  Não deixe suas filhas sair de noite, pois aquilo vai voltar!

Mamãe e eu chorávamos de medo!

—  Mas o que era aquilo, Tio? — falei com medo.

— É um monstro da noite, de dia é homem e de noite um lobo, mata quem ver pela frente!

Não acreditei quando ouvi aquilo, não sabia o que imaginar, só entendi que se chamava Lobisomem.

Depois deste evento, eu comecei a acreditar…

E você, no que acredita?

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