Parábolas do Anjo sem Asas


Escrito por: Carlos Monteiro

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Uma vez antes de virar um anjo. Eu fui passar uma temporada no inferno…

Não me lembro muito. As recordações são breves… Tenho algumas imagens e alguns conselhos de mim para mim mesmo.

Antes deste evento, meu ser ignorava totalmente o amor. Sim, eu era o vilão deste sentimento. Rasgava – o de dentro para fora, nunca entrelacei meus lábios pelo amor e para o mesmo fim. Mas aquela estação no abismo das trevas me traria uma lição incrível.

Um dos dias, caminhando e aprendendo com lições vivas, acabei me sentando. Notei alguns olhares aos meus, pareciam perdidos, buscando o mapa do destino na minha alma. Ignorei! Só que foi incisivo. Queria preencher-me de alguma forma. Deixei se aproximar, quando tal criatura estava em minha frente, mostrou uma exaustão anormal. Alegou que sua busca era tenebrosa, superou montanhas cortantes, venenos galopantes e, palavras rodopiantes. Tudo para estar ali, comigo! Foi então, que peguei o amor no colo, senti o quanto era amável, carinhoso e sua pele intocável Foi único e incondicional. No final daquele encontro, acabei amando o amor, mesmo ele indo embora em seguida.

Depois do acontecido, rasgava minha mente de choros agonizantes. Porque não amei antes… A inocência perdida era a estupidez vivida!

Eu sou o Anjo sem Asas… Um ser de sonhos distantes e terras ficantes.

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Postagem original: 27 de outubro de 2012.

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