Eu sou teu


Escrito por: Carlos Monteiro

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juntos

Em uma noite qualquer, vi uma sombra

Eu ouvia vozes de um romancismo,

Que naquela escuridão ressoava o abismo…

Aqueles murmúrios me lembraram um certo moralismo.

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A ignorância é bela!

A beleza agressiva é de um tal demolidor

O humano é um ser destruidor,

Que acaba com as entranhas e seu pútrido amor.

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Eu voltei da jornada e para o nada eu sentia,

Onde meus pensamentos foram podados…

E para quem não pode – me ver, não será regozijado!

Você que um dia me lerá, meu desespero desmentia.

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Eu sou você e sua derrota existente

Sou sua amargura e sua cólera

Da face deformada ao desemprego da mente

Que sombra é aquela que estou a falar?

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Só de lembrar fico estarrecidamente sereno,

Buscando a escuridão dos passos, na vida, no terreno.

Grito contra você, talvez contra mim…

Sou um nobre conformado com o pudor,

Salientando a música da época despudor.

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Sinto-me um misto das trevas com a sensação das inverdades

Pois, convivo com minha alma mundana, onde eu não queria

Perdi um amor meu, meu, meu…

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Meu corpo se desmembrou causando um pensamento da verdade

Trazendo consigo o rico sublime da imagem, junto com esta poesia

Afirmando, no final meu silencioso coração diz: Eu sou Teu!

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