Crônicas – Cemitério das almas sofredoras


Eu sonhei com um cemitério, mas não era uma necrópole comum, onde se joga os restos indesejáveis. Se chama Cemitério das Almas Sofredoras! Depois deste evento onírico, ganhei uma vontade incontrolável, por vezes animalesca, de poetizar meu mundo.

O meu querer, sempre foi viver e dominar a minha natureza humana. Só que esta liberdade prazerosa, nunca tive. Sou indomável, ao mesmo tempo, irracional…

Dizem por aí, principalmente no Cemitério, que eu vou morrer. Enfim, o meu final chegou? Do que vou falecer? Uns clamam que sou palhaço, outros afirmam que sou ridículo, tem aqueles que preferem rogar-me de mesquinho. Regozijei uma vez do amor, para viver na face do desespero. Hoje pleiteio o regozijo da loucura, pois é ela que toma conta do mundo.

No meu sonho, o Cemitério das Almas Sofredoras, tem um Jardim, onde existe uma lápide de uma jovem alma. Um rapaz belíssimo, talvez fosse um poeta, um homem que penetrava nas palavras intensamente, mas sua chama tinha-se apagado. Abaixo da tua imagem existia sânscrito as seguintes coisas:

“Eu encontro todos os dias, com a mesma loucura congênita estampada na face do coração”.

Foi difícil aceitar que o louco externa loucuras…

No fim da minha visão, Aquele jovem que foi conhecido como Tânatos, apareceu em meus olhos, procurando disferir sua sentença…

— O silêncio radia mistérios sombrios e fracassados na consciência do homem. Transformando-o no senhor apequenado da sua cabeça, encruzilhando e oprimindo suas ideias. Portanto, seu amor foi plantado na masmorra da sua invalidez.

Seja Bem-Vindo, ao Cemitério das Almas Sofredoras.

Fim

Para saber mais, leia: https://regozijodoamor.wordpress.com/2012/11/10/cemiterio-das-almas-sofredoras/

 

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