Poesia – Ceifador


Sofrimentos…

Meu corpo sempre foi uma conflagração,

Da angústia a fustigação

Pronto para sangrar meu coração.

O murmúrio do erro,

Persiste em me levar…

Onde não posso caminhar

Para o mórbido aterro.

As folhas são secas,

O meu jardim perdeu a vida!

E o verde se tornou cinza.

Meu desejo é morrer,

Pois a lágrima petrificou.

Atingindo o ego, expulsando meu ser…

Aguardo o fim da onda frenética,

Plantei um terreno de utopia!

Buscando o cessar-fogo do amor.

Acabou-se minha linguagem poética,

Os cânticos perderam a sinfonia…

Eu vi no espelho o ceifador.

Carlos Monteiro

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4 comentários

  1. Aprendi com o tempo que o sofrimento não nos maltrata, apenas nos trata de maneira alucinante, utilizamos o cinzel, para a alma esculpir, devotamos em sangue o romper da vestimenta, uma vez lapidada a alma encerra a vestimenta cai por terra, o ciclo se fecha.

    Sombra de Luz*.*

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