Crime do Amor


Eu desejei sua alma

Me perdi no olhar do seu ser,

Afogando minha brutalidade no entardecer…

Pela água translucida, eu vi o teu resplandecer!

 

Temi sua grandeza, fugindo como uma cobra – cega,

Ansiava pela descoberta, Mas, corri…

Pelo campo aberto, fui sufocado pelas ventanias cortantes

 

Acabei ouvindo os gemidos do amor

Sua face era uma mutação,

Meu corpo em estado de exatidão!

 

Tocou o pecado da natureza

“Desputrificando” o toque da maldição,

Clamando a música de Vossa alteza.

 

Meu eterno viu – te de costas

Decorei meu passo… Menosprezando um passado,

Voei por corredores de portas fechadas.

 

Sai da minha emoção primata

Sentindo o teu gosto dulcificado,

Podendo assim, contemplar a rosa florada!

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5 comentários

  1. Não há respostas, os porquês são revelados quando alçamos voos, estamos aqui para traçar linhas contornadas com idas e voltas, uma vez formada, rompemos o laço da vestimenta…

    O crime do amor mostrou a fraqueza de um homem que não soube de fato cingir o sentimento com dose de beleza, tenacidade, com nuances, sentiu-se um refugiado coberto pelas dores dos pensamentos sombreados pela tristeza, o manto que descortinou o desejo oprimido, vontades amortaçadas, um finito olhar desnudou a pureza desta vastidão de prazer…

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