Somente os francos caminham por aqui! O Jardim…


Ambos estavam sentados, foi aí, que o garçom abriu o papel. Dava para se notar, alguns rabiscos.

— Posso começar David?

Naquele momento, nem o silêncio era tão obcecado, por um ruído. David tira literalmente uma pergunta da manga.

— Qual motivo destas questões?

Mantendo a serenidade inicial, o garçom se resume a responder o seguinte:

— São questionamento que irá fazer, sua pessoa extrair um mundo melhor do seu ser. Respondendo elas, poderás beber da fonte da franqueza. Posteriormente, caminhará na estrada da Eudaimonia.

Aquela palavra soa esquisito para o empresário.

Eudaimonia? O que seria?

Do ar sereno transforma para uma seriedade incrível. Como se a elucidação, tivesse maravilhas.

— É a ligação do prazer com a realidade. Simplesmente, eu a chamo, de caminho para felicidade!

Uma situação inusitada. David fazia muitas caretas dos fatos.

— Vamos começar, a euforia esta tomando conta do meu coração.

O garçom concordou. Começaria uma nova fase, ele expressou com uma meia voz, a três perguntas. Seu olhar se manteve fechados na pronúncia das palavras.

— David os questionamentos são esses:

— O que podemos conhecer? O que podemos fazer? O que podemos esperar?

David ouviu atentamente a proposta do garçom. Significava que, logo após sua resposta. Poderia seguir em frente.

— Sobre o que, exatamente essas perguntas estão sendo feitas.

— David, o que você conhece de si mesmo? O que você faz, em relação aos erros e as vitórias? O que eu posso esperar de ti, daqui para frente?

Este homem teve um grande erro até o momento. Foi trair alguém especial na vida dele. Se depara agora, com um grande dilema. Os questionamentos não eram tão simples. Seu nascimento foi fácil, diria ele. Eram profundas, como se as palavras não viessem e, se aparecessem, tremiam na boca, sua aparição poderia ser em forma de náuseas. David pensou… Logo, resolveu debater com o garçom.

Respirou profundamente e disse:

— É o fim para mim. Eu sou um relógio sem ponteiros, perdido na estação da vida. Querendo encontrar alguém, que possa concertar os danos, causados por este imbecil que esta na sua frente. Não posso responder essas perguntas! Quando eu me olho no espelho, vejo uma face rabiscada. Não sei, quem sou. Não sei, o que fazer. Meu futuro é um amanhã, que vai desabrochando a cada minuto. Tem dias que sou um monstro sem cabeça. Hoje eu parei de viver, pois minha amada não me quer mais. Garçom?

— Hum…

— Não entendo nada do que esta havendo. Desde que eu pisei nesta periferia, vim no intuito de acreditar, que vocês podem – me ajudar.

O garçom amassa o papel, jogando no chão em seguida. Abre o embrulho, tira uma chave, colocando encima da mesa.

— David! Não quero saber dos seus erros. Seria muito chulo por minha parte se preocupar com isto. O que importa é a coabitação de sentimentos bondosos. A essência da alma é amar! Apenas se atente, que tem que existir algo infinito aí dentro. Senão, o tempero do preenchimento, nunca será colocado na receita da vida. Tome a chave! Siga para atrás do balcão. No chão vai ver uma porta, destranque-a e, desça pela escadinha. No final, vai encontrar um jardim. Lá, ouça os cânticos do seu coração. Eles vão – te guiar para a fonte do Simplicitate.

David pegou a chave, deu um abraço bem forte no garçom. Foi na direção do balcão, quando chegou para a parte mandada, viu a porta no chão. Tinha um cadeado acorrentado, abaixou extraindo as correntes primeiro, depois, retirou o cadeado. Ergueu a portinha. Antes, olhou para o garçom, que sentado na cadeira, olhava apreciando a ação.

— É só descer?

— Sim, David! Sejas feliz.

Ele desceu a escada, mais uma vez, tudo beirava a escuridão. Segurou com muita força na escada. Dois minutos descendo, enxerga o seu fim. No último degrau, sente um aroma diferente. Quando percebe, existe sim, um jardim. Ele coloca seus pés no ambiente. De tão gostoso que estava a grama, resolve ficar descalço. Sentia um bem-estar incrível. Pela primeira vez, nos últimos tempos, uma sensação boa. Fechou os olhos, respirou pelas entranhas, que não emitia mais garras, elas mostravam uma voracidade pela verdade.

David ouviu uma música de fundo. Aquele som, o garçom já tinha alertado. Analisou o jardim, de fundo, viu uma pequena gruta. O barulho vinha dela. Ele foi ao encontro do líquido Simplicitate. Andou, correu, andou novamente. Quando chegou, parou na frente dele. Parecia o translúcido da água. Ajoelhou-se, colocou suas mãos na água, aproximando da boca. Bebeu…

Permaneceu sentado do lado daquela mina. Minutos se passaram, sua alma, estava relaxada. Entretanto, algo dentro dele, corroía, como se estivesse sendo devorado do interior para o exterior. Resolveu deitar. A temperatura estava nem muito sol, nem muito frio, totalmente agradável. Ao encostar a cabeça no solo. Ouve-se uma voz suave.

— David! Estou aqui…

Quando alçou sua cabeça, avistou que ao seu lado, era ela, sua esposa!

— Meu deus! Eu te encontrei realmente. Não acredito nisso, meu amor. Me perdoe.

David começa a chorar em demasia.

— Pare meu amor. Eu te perdoei há muito tempo. Neste instante, minha missão é – te buscar e levar para o sodalício.

— O que isso?

Ela eleva suas mãos delicadas até o rosto de David.

— Nossa casa! Onde nossos corpos ressoaram uma voz única, a do amor!

Quer saber mais:

https://regozijodoamor.wordpress.com/2012/09/20/somente-os-francos-caminham-por-aqui/

https://regozijodoamor.wordpress.com/2012/09/23/somente-os-francos-caminham-por-aqui-o-garcom/

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