Sombra de luz


 

Esquecida, o ontem que dormiu, linhas impostas pelo nevoeiro da alma, oculto o meu EU, na sombra de luz! Fagulhas ardem meu interior, voz embargada ao extremo comove o silêncio em duras caminhadas de gelo. Ruas curtas espremidas, recortam curvas extremistas, enveneno diariamente no longínquo alvorecer do meu ser. Vomitando o ar que respiro, o nojo atormenta em lacunas indecentes, poros em foco, regozijo do amor revestidas em pérolas benditas, arte de dançar e extasiar letras que condena atos impróprios dos desejos malditos. Cala-te bênção! Sussurra o tremor da pele, chicoteia vestes indignas do altar em desconexos, deleito meu pesar, cabelos que sobrevoam, lábios fúnebre! (sombra de Luz)

 Lívia Kayatty

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3 comentários

  1. Não sei o que dizer. Fiquei sem palavras. Me tocou mais foi essa parte:Esquecida, o ontem que dormiu, linhas impostas pelo nevoeiro da alma, oculto o meu EU, na sombra de luz! Fagulhas ardem meu interior, voz embargada ao extremo comove o silêncio em duras caminhadas de gelo.

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